Special Situations: o ciclo de criar valor onde há estresse

Special Situations: o ciclo de criar valor onde há estresse

Special situations é, antes de tudo, um método. A estratégia segue três estágios encadeados: aquisição de ativos com deságio relevante, reestruturação operacional, financeira ou jurídica para recuperar o valor intrínseco, e monetização — pela venda do ativo ou pela geração de fluxo de caixa. É um ciclo que transforma complexidade em retorno.

Por que o ambiente brasileiro favorece

Desde 2022, a prática vem se expandindo de forma consistente no país. A combinação de inflação pressionada, juros elevados, baixa liquidez na bolsa — sem IPOs desde 2021 — e um salto expressivo nas recuperações judiciais criou um terreno raro: muitos ativos descontados e poucos compradores preparados para lê-los.

É nesse contexto que floresce o distressed M&A: aquisições e alienações de ativos e empresas no âmbito de recuperações judiciais, acordos extrajudiciais e falências — operações em que o preço reflete o estresse, não o valor potencial.

Um setor acíclico, mas exigente

O distressed tem natureza acíclica: prospera justamente quando o restante do mercado recua. Mas não é para todos. De um conjunto de fundos com o termo “distressed” no nome, apenas uma minoria entregou desempenho positivo em um período recente de doze meses — prova de que o ambiente, por si só, não garante retorno. Em cenários de incerteza e juros altos, muitos investidores ainda preferem liquidez, o que estreita o capital disponível e premia quem tem convicção e estrutura.

A leitura da MM Distressed

Special situations não é apostar no caos; é estruturar a saída dele. Exige leitura de risco jurídico e financeiro, paciência para o tempo do ativo e disciplina na entrada. Onde há complexidade, há valor a ser estruturado — e é exatamente aí que escolhemos atuar.